segunda-feira, agosto 12, 2013

Dia dos Pais Feliz

Pai,

Já faz tempo que você foi desta para uma melhor, como se diz pior aí.
E, desde então, tenho me perdido por vários caminhos, porque sempre te procurei.
Disseram que você morreu.
Não acreditei.
Para mim, você foi e sempre será o exemplo, sempre estará brilhando essa luz que me orienta.
Hoje, quando fui levar flores para você, o lugar estava tranquilo, cheio de famílias, flores e jardins tão belos quanto era sua voz.
Hoje foi um dia tranquilo, calmo e lindo, assim como era a vida quando você me ensinava suas coisas e seus mecanismos.
Você foi meu melhor professor, então, hoje eu tenho orgulho de sê-lo também.
Você me ensinou a ser repórter e a vender ideias, mas ainda não me encontrei para dedicar meus textos, estes, dos quais você já se gabou, um dia, ao ter levado em seu trabalho para mostrar aos seus colegas.
Você sempre me inspirou, pai.
Sempre me instigou a ler. De tudo.
Então, no banheiro - lugar que você sabe que gosto, viajo - daquele salão de velório onde nos despedimos pela última vez em terra, eu me assustei ao ver o cara lindo em que tinha me transformado. "O cara mais legal do mundo", conforme prometia "O Menino Maluquinho", que, tudo bem, era da Ju, mas eu o devorei, assim como todos os livros que você me deu.
Daí eu dei oi para aquele menino de 13 anos, que se assustara com o quanto estava feio, cara inchada, olhos vermelhos de tantas lágrimas seguidas.
O homem do presente viajou no tempo para cumprimentar o menino do passado. E sorriram um ao outro.
Aquele disse a este que a vida seria magnífica. Que seria cheia de aventuras, descobertas e namoradas legais, amigos bons.
Foi então que o homem do presente sorriu ainda mais, em reflexo da sorriso puro do menino, e se enfeitou do seu próprio. Agora, já com os cabelos devidamente molhados - coisa que se fará corriqueira, pois as tuas ondas oleosas deram lugar aos cachos simpáticos da mãe, por quem você se apaixonou!
Depois disso, um cafezinho malandro, uma conversa de repórter infiltrado, umas risadas pra si mesmo e pé na estrada outra vez.
Pode deixar que eu ainda estou indo ao inglês, sim. Inclusive, agora não mais como "aluno", mas isso não significa que eu não aprenda muitas coisas novas a cada dia. Aliás, pode parar de invadir os sonhos alheios para perguntar dessas coisas sobre mim.
Ó, última coisa: tem um nora em vista. Sinceramente não sei qual de nós dois ficaria mais orgulhoso dela. Bem, voto em mim.
É isso, paizão!
Feliz domingo, ainda que tarde!
Sempre vou te buscar nessas luzes do mundo, porque você é uma das minhas quatro estrelas mais queridas e importantes.
Depois dessa vida, a gente se encontra por aí, tenho certeza.
Porque esse mundão é muito pequeno, graças a Deus!
Eu amo você com todas as forças do meu "coraçãozinho"!
Beijão,
Saudades,

Mes

4 comentários:

Vivian Federicci disse...

Ei bonito texto menino maluquinho! Acho que vc já disse tudo, mas só pra reinterar... Tenho certeza que seu pai está logo aí, te acompanhando e colocando no seu caminho tudo aquilo que você precisa para trilhar seus passos. Assim como ele, outras pessoas bonitas que também já se foram, como os meus avós, também estão. E assim a gente segue, tentando dar o nosso melhor, e de coração. Até que seja o nosso dia de inverção de papeis e ai, acredito que é a gente que vai cuidar de alguém! :) Grande beijo Mês, tudo de melhor e mto sucesso, saúde, amor e felicidades sempre! ;)

Unknown disse...

ele é para mim uma referencia de pai pelos filhos que ele tem !

Anônimo disse...

Fofinho. Que bebê lindo que você era, que pessoa linda que você se tornou.

Seu pai com certeza tem muito orgulho.

Eu tenho também. Te amo.

Vanessa

Carol disse...

menino, eu chorei. ñ conta muito, porque sou coração mole demais. mas seu texto tá indo mesmo. lindo.