Já não é melhor remédio a risada.
Insulto à tristeza essa prisão de lágrimas
Esconder a dor? Não é brincadeira,
No escuro se ouve, sente, cheira.
Até os palhaços merecem ficar no pique,
Ainda bonita e feliz, maquiagem desmancha.
Talvez só durante pequenos intervalos,
Deve ter pausas a alegria, como na música.
E eu escondendo o lado fraco,
Brincando de ser forte, sem certeza,
Oferecendo o que tinha de bom.
Enquanto meu suspiro for único som,
Devo parar de sorrir em gentileza
Para a vida não achar que estou grato.
Não falo bem o que escrevo. Não escrevo bem o que penso, apesar de escrever o que bem penso, pensando bem... não. Seria impossível. Penso mal.
quinta-feira, setembro 14, 2006
terça-feira, agosto 08, 2006
De volta à ativa
Férias!
Um colapso no ano letivo feito para nos prepararmos para o final do ano, quando houver muito trabalho a fazer e coisas com as quais se desesperar.
Ficar sem fazer nada é uma ótima pedida, é claro que quando se tem muito a fazer fora desse fantástico período.
Eu não fiz nada por um bom tempo das férias, então, para dar um pouco de emoção à monotonia, decidi não confirmar minha matrícula deste semestre. De volta à Bauru, eu pagaria algumas contas do mês de Julho, preencheria meu requerimento de matrícula atrasada e perderia de propósito o último ônibus que volta para Ribeirão.
Passei uma madrugadinha na rodoviária de Araraquara para refletir. Eu tive que dar uma desculpa para minha mãe dizendo que eu tentei pegar um ônibus para Ribeirão na mesma noite em que desci em Araraquara, mas como eu não sabia que a viagem entre as duas cidades 110 Km distantes entre si duraria três horas, cheguei lá muito tarde para embarcar no último ônibus. Pegaria o primeiro do dia seguinte. Ela acreditou direitinho, principalmente pelo fato dela não ter deixado as chaves de casa na janela, como combináramos, para que eu não precisasse acordar minha irmã no susto de ouvir-me pulando o muro e abrindo a janela da sala às seis e meia da manhã.
Eu estou tão bom em contar mentiras para mim mesmo. Tenho medo que um dia eu chegue a acreditar.
Se num glorioso dia isso acontecesse, eu nunca mais postaria nesse blog e talvez, em nenhum outro, porque ao se atingir as grandes ilusões que criamos, eu imagino, nunca mais quereria conhecer a verdade e, principalmente ter de viver em função dela.
Que me desculpem o atraso.
Um colapso no ano letivo feito para nos prepararmos para o final do ano, quando houver muito trabalho a fazer e coisas com as quais se desesperar.
Ficar sem fazer nada é uma ótima pedida, é claro que quando se tem muito a fazer fora desse fantástico período.
Eu não fiz nada por um bom tempo das férias, então, para dar um pouco de emoção à monotonia, decidi não confirmar minha matrícula deste semestre. De volta à Bauru, eu pagaria algumas contas do mês de Julho, preencheria meu requerimento de matrícula atrasada e perderia de propósito o último ônibus que volta para Ribeirão.
Passei uma madrugadinha na rodoviária de Araraquara para refletir. Eu tive que dar uma desculpa para minha mãe dizendo que eu tentei pegar um ônibus para Ribeirão na mesma noite em que desci em Araraquara, mas como eu não sabia que a viagem entre as duas cidades 110 Km distantes entre si duraria três horas, cheguei lá muito tarde para embarcar no último ônibus. Pegaria o primeiro do dia seguinte. Ela acreditou direitinho, principalmente pelo fato dela não ter deixado as chaves de casa na janela, como combináramos, para que eu não precisasse acordar minha irmã no susto de ouvir-me pulando o muro e abrindo a janela da sala às seis e meia da manhã.
Eu estou tão bom em contar mentiras para mim mesmo. Tenho medo que um dia eu chegue a acreditar.
Se num glorioso dia isso acontecesse, eu nunca mais postaria nesse blog e talvez, em nenhum outro, porque ao se atingir as grandes ilusões que criamos, eu imagino, nunca mais quereria conhecer a verdade e, principalmente ter de viver em função dela.
Que me desculpem o atraso.
quarta-feira, julho 05, 2006
Dia de Perdedor
Sou brasileiro, logo, o dia primeiro de julho marcou bem fundo essa caixinha que eu chamo de memória.
Começou logo pela manhã daquele sábado, quando acordei atrasado para entrevista com o professor de filosofia, seria a última "aula" do semestre. A festa de despedida do bixo simpatia, o cara que abandonou o curso de jornal, me fez acordar um pouco mais tarde e quase perder o fechamento da nota do semestre.
Na volta para casa, em cima da minha moto e tomando um sereno naquele tempo frio, perdi a voz e vinte por cento da saúde.
Perdi mais um pouco de tempo tomando café na padaria lá pela uma e meia.
Perdi alguns reais quando abasteci com a gasolina do posto mais caro, porque não tive o capricho de comparar os preços dos concorrentes.
Até estaria feliz, não fosse o mau-tempo daquele dia que me fez perder o churrascão com piscina, preferi trocar pela viagem de volta à Ribeirão.
É claro que antes de ir para a minha cidade natal, perdi alguma hora e meia arrumando minha meia dúzia de itens a serem levados na mochila, inclusive o lenço de cetim com estampas da bandeira nacional, que perdi na estrada, quando ele desatou os nós apertados que dera.
Chegando em casa, após ter perdido todo o primeiro tempo do jogo da França, notei um certo clima estranho dentro da meu próprio lar, no calor que eu amo desta cidade quente.
Após perder as quartas de final, deitado na cama, ao lado do telefone, minha breve tentativa de descanso termina após um convite para festa. Melhor amigo chamou, não tem como não ir. Ainda ali, no templo da preguiça convidei minha, até então, namorada para a mesma festa. Para a minha surpresa (não tão grande, confesso), aquela senhorita, que não sabia se eu estava na cidade, esperava o telefonema de uma amiga dela, que acompanharia algumas outras para essa mesma festa. Desligou o telefone sem demonstrar nenhum entusiasmo por saber que nos encontraríamos ainda naquela noite.
Devo dizer que perdi a hora para chegar ao local da festa? Ah, não, me desculpem. Pensei que isso já seria pré-susposto. Deste descuido, aparentemente irrelevante, acarretou-me a perda do horário de venda dos convites!
Fato engraçado: uma quermesse limitou o número de pessoas (pagantes!) durante três horas. Faltando uma hora para o término oficial da "festa", liberaram a entrada insatisfeitos, porém pacientes que perseveravam atrás do portão de ferro e da muralha do salão paroquial.
Esperei durante quase duas horas pela entrada, para não conseguir encontrar meu amigo, com quem eu queria tanto falar a tanto tempo e, principalmente, para perder totalmente o rumo de todo o discurso que eu havia preparado durante uma semana inteira ao ouvir da boca de uma menina três palavras: "não quero mais".
Esse exato momento foi o qual eu menos perdi. Isso é muito sério. Nele, eu apenas perdi oficialmente um namoro não tão oficializado, ainda enquanto todo o sentimento pela menina que me feria friamente permanecia vivo e intenso dentro de mim, intacto e guardado num lugar onde não posso perder mais nada.
Começou logo pela manhã daquele sábado, quando acordei atrasado para entrevista com o professor de filosofia, seria a última "aula" do semestre. A festa de despedida do bixo simpatia, o cara que abandonou o curso de jornal, me fez acordar um pouco mais tarde e quase perder o fechamento da nota do semestre.
Na volta para casa, em cima da minha moto e tomando um sereno naquele tempo frio, perdi a voz e vinte por cento da saúde.
Perdi mais um pouco de tempo tomando café na padaria lá pela uma e meia.
Perdi alguns reais quando abasteci com a gasolina do posto mais caro, porque não tive o capricho de comparar os preços dos concorrentes.
Até estaria feliz, não fosse o mau-tempo daquele dia que me fez perder o churrascão com piscina, preferi trocar pela viagem de volta à Ribeirão.
É claro que antes de ir para a minha cidade natal, perdi alguma hora e meia arrumando minha meia dúzia de itens a serem levados na mochila, inclusive o lenço de cetim com estampas da bandeira nacional, que perdi na estrada, quando ele desatou os nós apertados que dera.
Chegando em casa, após ter perdido todo o primeiro tempo do jogo da França, notei um certo clima estranho dentro da meu próprio lar, no calor que eu amo desta cidade quente.
Após perder as quartas de final, deitado na cama, ao lado do telefone, minha breve tentativa de descanso termina após um convite para festa. Melhor amigo chamou, não tem como não ir. Ainda ali, no templo da preguiça convidei minha, até então, namorada para a mesma festa. Para a minha surpresa (não tão grande, confesso), aquela senhorita, que não sabia se eu estava na cidade, esperava o telefonema de uma amiga dela, que acompanharia algumas outras para essa mesma festa. Desligou o telefone sem demonstrar nenhum entusiasmo por saber que nos encontraríamos ainda naquela noite.
Devo dizer que perdi a hora para chegar ao local da festa? Ah, não, me desculpem. Pensei que isso já seria pré-susposto. Deste descuido, aparentemente irrelevante, acarretou-me a perda do horário de venda dos convites!
Fato engraçado: uma quermesse limitou o número de pessoas (pagantes!) durante três horas. Faltando uma hora para o término oficial da "festa", liberaram a entrada insatisfeitos, porém pacientes que perseveravam atrás do portão de ferro e da muralha do salão paroquial.
Esperei durante quase duas horas pela entrada, para não conseguir encontrar meu amigo, com quem eu queria tanto falar a tanto tempo e, principalmente, para perder totalmente o rumo de todo o discurso que eu havia preparado durante uma semana inteira ao ouvir da boca de uma menina três palavras: "não quero mais".
Esse exato momento foi o qual eu menos perdi. Isso é muito sério. Nele, eu apenas perdi oficialmente um namoro não tão oficializado, ainda enquanto todo o sentimento pela menina que me feria friamente permanecia vivo e intenso dentro de mim, intacto e guardado num lugar onde não posso perder mais nada.
sexta-feira, junho 23, 2006
Darth Vader was right
Não é brincadeira. Fui entender ontem.
Sob crise de personalidade, acabei por encontrar respostas que fizeram do George Lucas um cara mais esperto.
Primeiro, o legal seria viver de acordo com o que nossas mães sempre quiseram que fôssemos: a criança mais comportada e limpa conhecida. As crianças mais comportadas e limpas que se conheciam eram sempre os modelos exemplares, elas estavam certinhas, os demais, errados. Juntaram-se a isso as ideologias católicas, e, então, fudeu.
Cutucar o nariz causava um sentimento de culpa inigualável, quando alguém flagrava o ato. Mentir, então, dava calafrios.
Aos poucos, e bem aos poucos, descobre-se que a vida é impossível de se concluir honestamente. Mentira, Jesus conseguiu, mas só ele, certo, mamãe?
Mentir pode ajudar, dissimular pode ser bom, fingir é melhor, às vezes. Como, então ser um Jedi e deixar o lado negro da força?
O melhor a se fazer é não ter consciência daquilo que se faz de errado, exemplo: não invente mentiras, acredite que todas as coisas absurdas saídas da sua boca são verdade memso que não sejam naquele exato momento, mas que um dia, não se sabe como, serão.
Assim, qualquer um pode ter a consciência limpa. É só não usá-la para nada. As crianças fazem muito bem esse tipo de coisa.
Caso você não seja uma criança e ainda queira ser Jedi, herói honesto, altruísta, etc, deve estar se pereguntrando: "e eu? O que faço, já que tenho consciência da mentira, do ódio, do medo?". Muito bem, você se sente maculado para entrar no hall dos mocinhos...
Agora é muito óbvio. Como já não há mais lugar de herói para você, quando não dá para se encaixar no papel do núcleo bom, seja vilão.
Evidentemente, é o melhor a se fazer. Existem duas escolhas: a da hipocrisia de ignorar os defeitos e tudo que exsiste de podre em nós e na sociedade; e a do reconhecimento que somos maus, podemos machucar e destruir pessoas sem fazer esforço nisso. Damos, então, continuidade a um ciclo de eventuais mancadas com os amigos, traições com pessoas amadas, hostilidades com familiares. Somos vilões.
A maior esperança que se tem após assumir o mal, apesar de ter nascido "no lado bom", é de que, um dia Luke venha nos salvar, com seu sabre celeste-ou-jádeo-cortante dizendo que somos bons, que ele sabe disso e não se importa daquilo tudo que fizemos, de quase tê-lo assassinado.
Que a conta da força esteja em dia com vocês.
Sob crise de personalidade, acabei por encontrar respostas que fizeram do George Lucas um cara mais esperto.
Primeiro, o legal seria viver de acordo com o que nossas mães sempre quiseram que fôssemos: a criança mais comportada e limpa conhecida. As crianças mais comportadas e limpas que se conheciam eram sempre os modelos exemplares, elas estavam certinhas, os demais, errados. Juntaram-se a isso as ideologias católicas, e, então, fudeu.
Cutucar o nariz causava um sentimento de culpa inigualável, quando alguém flagrava o ato. Mentir, então, dava calafrios.
Aos poucos, e bem aos poucos, descobre-se que a vida é impossível de se concluir honestamente. Mentira, Jesus conseguiu, mas só ele, certo, mamãe?
Mentir pode ajudar, dissimular pode ser bom, fingir é melhor, às vezes. Como, então ser um Jedi e deixar o lado negro da força?
O melhor a se fazer é não ter consciência daquilo que se faz de errado, exemplo: não invente mentiras, acredite que todas as coisas absurdas saídas da sua boca são verdade memso que não sejam naquele exato momento, mas que um dia, não se sabe como, serão.
Assim, qualquer um pode ter a consciência limpa. É só não usá-la para nada. As crianças fazem muito bem esse tipo de coisa.
Caso você não seja uma criança e ainda queira ser Jedi, herói honesto, altruísta, etc, deve estar se pereguntrando: "e eu? O que faço, já que tenho consciência da mentira, do ódio, do medo?". Muito bem, você se sente maculado para entrar no hall dos mocinhos...
Agora é muito óbvio. Como já não há mais lugar de herói para você, quando não dá para se encaixar no papel do núcleo bom, seja vilão.
Evidentemente, é o melhor a se fazer. Existem duas escolhas: a da hipocrisia de ignorar os defeitos e tudo que exsiste de podre em nós e na sociedade; e a do reconhecimento que somos maus, podemos machucar e destruir pessoas sem fazer esforço nisso. Damos, então, continuidade a um ciclo de eventuais mancadas com os amigos, traições com pessoas amadas, hostilidades com familiares. Somos vilões.
A maior esperança que se tem após assumir o mal, apesar de ter nascido "no lado bom", é de que, um dia Luke venha nos salvar, com seu sabre celeste-ou-jádeo-cortante dizendo que somos bons, que ele sabe disso e não se importa daquilo tudo que fizemos, de quase tê-lo assassinado.
Que a conta da força esteja em dia com vocês.
sábado, junho 10, 2006
Liberdade
Ontem eu saí ,na verdade foi hoje pela madrugada, nas primeiras horas do dia, fui numa festa para me libertar.
Me libertar do quê, mesmo?
Ah, sim. A pressão, é claro.
A pressão dos estudos, dos trabalhos não entregues e incompletos, a de não ter mais roupas limpas no armário, além das não-passadas, tudo isso. Poderia dizer também aquilo já comentado: a segregação estética, a curtição da idade, os modelinhos sociais.
E, na festa, com haveria de ser, me libertei da tal pressão. Que bom.
____________________________________________________________________________________________________
Sexta-feira. De novo, dez reias, open bar. E eu vou, quero encher a cara. Eu vou, quero me divertir.
Longe dos problemas banais, levemente embriagado eu deixei o mundo das preocupações.
Quando entrei por aqule portão, me libertei de todos os compromissos sociais que existiam.
Passei a ser escravo da minha vontade.
Me libertar do quê, mesmo?
Ah, sim. A pressão, é claro.
A pressão dos estudos, dos trabalhos não entregues e incompletos, a de não ter mais roupas limpas no armário, além das não-passadas, tudo isso. Poderia dizer também aquilo já comentado: a segregação estética, a curtição da idade, os modelinhos sociais.
E, na festa, com haveria de ser, me libertei da tal pressão. Que bom.
____________________________________________________________________________________________________
Sexta-feira. De novo, dez reias, open bar. E eu vou, quero encher a cara. Eu vou, quero me divertir.
Longe dos problemas banais, levemente embriagado eu deixei o mundo das preocupações.
Quando entrei por aqule portão, me libertei de todos os compromissos sociais que existiam.
Passei a ser escravo da minha vontade.
quinta-feira, maio 18, 2006
Vaidade
Que hora ruim. Que tempo chato.
Todos dizem que essa é a melhor época da vida, todos que já passaram por ela, é claro.
Todos aqueles que já se livraram dessa fase mista. Dessa transição louca.
Não é nem adulto, nem criança. E pior, nem um intermediário sequer.
É muito ruim ter que depender da imagem, principalemnte quando não se quer comunicar através dela (e quando nã se tem uma imagem, não é?).
Quem é que olha para as pessoas mais feias?
Os que vão zombá-las, certo?
Começa a partir daí: sem o olhar, você não consegue ouvidos, a não ser que você consiga alguém doce e sensível o suficiente para lhe conceder essa proeza.
Aliás, pode chamar de amigo esse anjo que garante seu espaço.
Anjo memso.
Ele não leva em consideração nem sexo, nem aparência, nenhuma das coisas que estão na moda.
Por mais que o orkut venha a oprimir com seus rostinhos, cubinhos e coraçõezinhos, os amigos aliviam o peso da segregação estética através das respostas que dão aos nossos recados mais bestas.
Eu não queria ter que ficar bonito.
Eu não queria mesmo. Não desconsidero esse atrativo tão fundamental nos primeiros encontros, mas o problema é como pesa um rosto ou, principalmente um corpo bonito quando se quer trocar uma idéia.
É quase um martírio. A pessoa não é bonita, mas acaba fazendo de tudo para alisar o cabelo, arrumar os dentes, usar roupas boas, ficar mais forte, perder peso e a barriga, infinitas outras coisas.
Tudo pra quê?
Para tirar o outro, ou a outra da porta de casa e levá-la até o quarto, os fundos, depende do interesse.
A fachada da casa refelte mesmo seu interior?
Depende, é claro.
Pessoas bonitas não são menos simpáticas que as feias ou que as bem-arrumadinhas (as "bonitinhas"). Eu só me incomodo com a credibilidade que elas, bonitas, têm em mostrar tudo. Às vezes esse tudo é tão pouco.
Enquanto o tudo das pessoas não bonitas fica reservado aos amigos, e esse tudo é generoso, eu quero que os outros se fodam, uns com os outros.
Eu quero ser logo gente grande e me livrar dessa pressão de aproveitar aquilo que não tenho. Principalmente, de tentar buscar (em vão) todo esse pouco que muito parece, porque, afinal, queremos só aos amigos.
Vai embora,vai. Vai, idade!
Some daqui, leva embora a vaidade.
Todos dizem que essa é a melhor época da vida, todos que já passaram por ela, é claro.
Todos aqueles que já se livraram dessa fase mista. Dessa transição louca.
Não é nem adulto, nem criança. E pior, nem um intermediário sequer.
É muito ruim ter que depender da imagem, principalemnte quando não se quer comunicar através dela (e quando nã se tem uma imagem, não é?).
Quem é que olha para as pessoas mais feias?
Os que vão zombá-las, certo?
Começa a partir daí: sem o olhar, você não consegue ouvidos, a não ser que você consiga alguém doce e sensível o suficiente para lhe conceder essa proeza.
Aliás, pode chamar de amigo esse anjo que garante seu espaço.
Anjo memso.
Ele não leva em consideração nem sexo, nem aparência, nenhuma das coisas que estão na moda.
Por mais que o orkut venha a oprimir com seus rostinhos, cubinhos e coraçõezinhos, os amigos aliviam o peso da segregação estética através das respostas que dão aos nossos recados mais bestas.
Eu não queria ter que ficar bonito.
Eu não queria mesmo. Não desconsidero esse atrativo tão fundamental nos primeiros encontros, mas o problema é como pesa um rosto ou, principalmente um corpo bonito quando se quer trocar uma idéia.
É quase um martírio. A pessoa não é bonita, mas acaba fazendo de tudo para alisar o cabelo, arrumar os dentes, usar roupas boas, ficar mais forte, perder peso e a barriga, infinitas outras coisas.
Tudo pra quê?
Para tirar o outro, ou a outra da porta de casa e levá-la até o quarto, os fundos, depende do interesse.
A fachada da casa refelte mesmo seu interior?
Depende, é claro.
Pessoas bonitas não são menos simpáticas que as feias ou que as bem-arrumadinhas (as "bonitinhas"). Eu só me incomodo com a credibilidade que elas, bonitas, têm em mostrar tudo. Às vezes esse tudo é tão pouco.
Enquanto o tudo das pessoas não bonitas fica reservado aos amigos, e esse tudo é generoso, eu quero que os outros se fodam, uns com os outros.
Eu quero ser logo gente grande e me livrar dessa pressão de aproveitar aquilo que não tenho. Principalmente, de tentar buscar (em vão) todo esse pouco que muito parece, porque, afinal, queremos só aos amigos.
Vai embora,vai. Vai, idade!
Some daqui, leva embora a vaidade.
sábado, maio 06, 2006
À mulher da minha vida
Muito mais que um trocadilho, devo dizer sobre a mulher da minha vida.
A mulher da minha vida:
-ela não é aquela que abriu as pernas para eu entrar; é aquela outra, que gritou ao abrir as pernas para que eu saísse.
Podem ser a memsa? Não. Sem dúvidas. A primeira era aquela que me desejava, que esperava por mim, queria que eu fosse dela. A segunda me trocou. Ela me trocou por eu ser careca, não ter nenhum dente e viver chorando.
A primeira talvez não tivesse tanto coração para mim, tinha muito corpo, eu sei.
Tudo o que a segunda tinha parecia ser coração, memso quando meu horizonte era restrito ao seus peitos e era aquilo memso que eu desejava. Ela não se importava em dá-lo. E além de atender aos meus caprichos do corpo, ela o fazia com a satisfação de alguém que é plenamente correspondido no amor, memso sabendo que o que realmente nos unia, pelo menos de minha parte, era majoritatriamente físico, fisiológico, carnal.
Não levou muito tempo para eu descobrir: aquela era a mulher ideal para mim, era bem casada e isso foi muito importante.
A primeira, como era de se esperar, sumiu da minha vida. Não fez falta. A segunda, a outra, seguiu contínua e pacientemente a fazer de tudo para que minha vida fosse algo melhor, e, quando possível, eu pudesse refletir muito sobre isso e, assim, amá-la mais ainda. Assim aconteceu.
A verdade é triste. Eu soube, aogra sei: o final da minha vida, porque depois do começo tudo é final, só teria sentido se eu deixasse a mulher da minha vida guardada dentro de mim, no armário das saudades.
Não moramos mais juntos.
A mulher da minha vida:
-ela não é aquela que abriu as pernas para eu entrar; é aquela outra, que gritou ao abrir as pernas para que eu saísse.
Podem ser a memsa? Não. Sem dúvidas. A primeira era aquela que me desejava, que esperava por mim, queria que eu fosse dela. A segunda me trocou. Ela me trocou por eu ser careca, não ter nenhum dente e viver chorando.
A primeira talvez não tivesse tanto coração para mim, tinha muito corpo, eu sei.
Tudo o que a segunda tinha parecia ser coração, memso quando meu horizonte era restrito ao seus peitos e era aquilo memso que eu desejava. Ela não se importava em dá-lo. E além de atender aos meus caprichos do corpo, ela o fazia com a satisfação de alguém que é plenamente correspondido no amor, memso sabendo que o que realmente nos unia, pelo menos de minha parte, era majoritatriamente físico, fisiológico, carnal.
Não levou muito tempo para eu descobrir: aquela era a mulher ideal para mim, era bem casada e isso foi muito importante.
A primeira, como era de se esperar, sumiu da minha vida. Não fez falta. A segunda, a outra, seguiu contínua e pacientemente a fazer de tudo para que minha vida fosse algo melhor, e, quando possível, eu pudesse refletir muito sobre isso e, assim, amá-la mais ainda. Assim aconteceu.
A verdade é triste. Eu soube, aogra sei: o final da minha vida, porque depois do começo tudo é final, só teria sentido se eu deixasse a mulher da minha vida guardada dentro de mim, no armário das saudades.
Não moramos mais juntos.
sexta-feira, março 31, 2006
De início
Para começar, apenas...
às vezes penso que em tudo o que faço, sou novato.
Vai saber, sou mesmo, devo ser. Tenho de ser.
às vezes penso que em tudo o que faço, sou novato.
Vai saber, sou mesmo, devo ser. Tenho de ser.
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