Férias!
Um colapso no ano letivo feito para nos prepararmos para o final do ano, quando houver muito trabalho a fazer e coisas com as quais se desesperar.
Ficar sem fazer nada é uma ótima pedida, é claro que quando se tem muito a fazer fora desse fantástico período.
Eu não fiz nada por um bom tempo das férias, então, para dar um pouco de emoção à monotonia, decidi não confirmar minha matrícula deste semestre. De volta à Bauru, eu pagaria algumas contas do mês de Julho, preencheria meu requerimento de matrícula atrasada e perderia de propósito o último ônibus que volta para Ribeirão.
Passei uma madrugadinha na rodoviária de Araraquara para refletir. Eu tive que dar uma desculpa para minha mãe dizendo que eu tentei pegar um ônibus para Ribeirão na mesma noite em que desci em Araraquara, mas como eu não sabia que a viagem entre as duas cidades 110 Km distantes entre si duraria três horas, cheguei lá muito tarde para embarcar no último ônibus. Pegaria o primeiro do dia seguinte. Ela acreditou direitinho, principalmente pelo fato dela não ter deixado as chaves de casa na janela, como combináramos, para que eu não precisasse acordar minha irmã no susto de ouvir-me pulando o muro e abrindo a janela da sala às seis e meia da manhã.
Eu estou tão bom em contar mentiras para mim mesmo. Tenho medo que um dia eu chegue a acreditar.
Se num glorioso dia isso acontecesse, eu nunca mais postaria nesse blog e talvez, em nenhum outro, porque ao se atingir as grandes ilusões que criamos, eu imagino, nunca mais quereria conhecer a verdade e, principalmente ter de viver em função dela.
Que me desculpem o atraso.