quarta-feira, outubro 31, 2007

As voltas que o mundo dá

Dois bêbados, que, muito embriagados, mal conseguiam andar, conversavam:

- É verdade que o mundo dá voltas?!

- Ouvi dizer que é sim. Por quê?"

- Porque, então vou esperar minha casa passar aqui na frente.





O tal movimento de rotação terrestre é bem curioso mesmo. Afinal, um dia equivale a uma volta em torno de si, uma medida egocêntrica, porém justa.

Minha vida, por exemplo, sempre viu ocasiões em que pairava pelos ares uma dançante sensação de uma volta completa do mundo, de que as coisas estavam seguindo seu rumo, enquanto, na verdade, eu continuava parado tal como nada.

Pode até ser uma piada, mas não consigo encontrar meu caminho para casa às vezes.
É exatamente por isso que tenho uma moto (e preta). Eu rodo por aí recortando carros e a luz do dia, muitas vezes integrando um pontinho de escuridão da noite.
Não me desloca sobre eixos. Eles podem existir, mas não dão o suporte do movimento. Por isso, empinar é uma delícia. É a subversão do centro gravitacional do conjunto piloto-veículo. Portanto, mais respeito aos motoqueiros subversivos antes de chamá-los prontamente de "idiotas", tudo bem? A gente entende, ou estuda um pouco de física newtoniana.

Dizem que os cães ficam girando em círculos para chegar a hora de dormir. Minha vida parece que vai ser tão grande, que, até hoje eu não achei o centro da bendita circunferência para, finalmente deitar e dormir um pouco.

Pergunta boba: "Que circunferência?"
Pergunta brilhante: "Você ainda não está girando, girando?"