quarta-feira, abril 17, 2013

Para sempre Vila Amélia

Lá vai mais uma postagem sem objetivo.

Foda-se, é meu blog

Adoro o nome "Amélia".
Vila Amélia, então, traz toda a carga necessária das origens dessa pessoa em quem me transformei hoje.

Hoje, aliás, quando eu dava a última aula da noite para os alunos da D. Pedro, resolvi usar dois videoclipes: Champagne Supernova, do Oasis e How Deep Is your Love, Bee Gees, mas, Red Hot Chilli Peppers, aquela versão em que o John Frusciante desafina durante a performance.

Eu queria iniciar uma discussão sobre "How many special people change"? Queria que meus alunos entendessem a profundidade que há numa pergunta besta que começa com "quantos", "quantas".
Quantas pessoas especiais mudam?
Quantas vidas são levadas de maneira estranha?

Quanta gente no mundo existe e, ainda por cima, está a nossa volta a nos rodear como moscas na bosta?
Tenho amigos que tinham a semente do comunismo no coração, hoje são reacionários, conservadoríssimos.

Conheço gente que adorava a língua espanhola e, que hoje, mudou de ideia, prefere o inglês dos smartfones, iPads, iPdos...

Eu não mudei muito, acho.
Moro no mesmo lugar, até.
Tenho os mesmos números de telefone.

A energia ainda é de mudança.

Flertei e quase fui vítima de estelionato internacional na oferta de um serviço para imigração.

Se for pra ser hard-worker, prefiro ganhar em dólar. Acho mais coerente.
Se é pra fazer valer a mais-valia, prefiro ser explorado em lugares mais exploradores do que me dê oportunidade de pensar o que eu estou fazendo de errado com a minha vida?

Onde estavam a razão, a religião e você naquela hora em que a gente tava ficando muito louco?

Ontem muita gente me deixou muito feliz pelas lembranças do meu 26° aniversário. A lua minguante na hora em que eu voltava pra casa, no céu da avenida do Café, também.

Se tem uma imagem legal pra ilustrar um pouco desses sentimentos, certeza que é o Cafu com aquela camisa escrito: 100% Jd Irene.
É legal estampar o nome de uma mulher no peito, principalmente quando se é o capitão da própria vida, essa barcaça que tem vários anos de experiência, nenhuma beleza aparente (dessas do mercado), coxas grossas de tanto correr e o sorriso dos sábios que experimentam o doce sabor da vitória de um modo mais especial, justamente por já ter provado do amargo das pessoas que insistem em coadjuvar seleções nacionais.
Ou eu estou errado, ou o Rogério Ceni tem cara de quem já ganhou Copa do Mundo.

Sou Vila Amélia pra sempre.

Mesmo que um dia eu more no estrangeiro e fale mil línguas.

Liberdade é ter para onde ir.
E, sempre que eu pegar um busão, vou querer que ele me deixe tão feliz com a viagem, quanto uma criança que estuda numa escola com 3 piscinas (uma semi-olímpica), playground e 7 quadras poli-esportivas. Não é  à toa, que o Sesi (298) fica num bairro chamado "Castelo Branco".