sexta-feira, setembro 20, 2013

Rei (do Rock)

Long Live the King!
Roberto só é rei porque
Tim não é branco,
Mas um tom
Muito bom
Muito bão memo.
Assim sendo,
Long Live the King,
Porque em terras de Elvis há Ray, Louis, Jimmy,
Então vida longa ao Rei
(negro do xadrez).

quinta-feira, setembro 19, 2013

Cadeia Nacional

No saco me dá,
Nas bolas me batem,
A murros, a socos
Notícias; Imagens
Extra! Extra! Quem
Se Jogar da Janela
Se mata! Cadeia Nacional
Sai da porra do jornal
A Pornografia da Novela.
Então, põe no Canal
E, cala a boca, cadela.

quinta-feira, setembro 12, 2013

20mg de Olanzapina

É loucura?
É só bipolaridade, ou tem uma esquizofreniazinha por aqui?!
Eu queria tanto brincar durante toda a madrugada e, ainda leve, curtir as brisas da manhã.
24 horas são poucas.
Queríamos 48 pra gastar como desse na telha e 6 pra trabalhar com a bunda em cima de qualquer coisa.
Trabalhar com a bunda presa é ruim.
E com a cabeça, então?!

Dos meus psicotrópicos favoritos, acho que escolho pela caipirinha mais anônima dos churrascos deslembrados pela vida.
Gelo, açúcar, limão e pinga.
Tem como ser mais feliz?
Só se eu fosse barítono da Catedral de São pedro.
Aí são muitos químicos para pouco corpo.
A gente se embebeda pelo espírito e dança as danças do além.
As dimensões paralelas nos põem a cortejar nossos amores durante nossos sonhos terrestres.
Dormir fica uma delícia, mas acordar, difícil descrever como é alegre o despertar novamente às horas em que estarem de braços dados ao deus do tempo, esperando a hora de cairmos, então no deus das formas.
E sonhar.
Com festas regadas a vinho e gente boa.
Sem neuras, só divas e heróis.

Como é que é mesmo o nome disso?....
Esqueci no centro da cidade hoje à tarde, muitas correrias, muita pressa, muita coisa.
Vou lembrar amanhã, quando já estiver atolado nessa lama que não me deixa sair de onde estou.

Que venham os deuses do mar e dos ventos, que me naveguem por aí. o Destino não importa.
Importam as histórias que se criam durante essas aventuras.

Que gostoso é viver!

quinta-feira, setembro 05, 2013

Por que me sinto um ser humano abençoado?

Presente de um senhor de 81 anos, cego de nascença, músico multi-instrumentista e professor de música a mim:
Carta ditada de Gérson à esposa Gercina

Na íntegra, com as devidas correções feitas: 
Quem não conhece tia Natalina? Pois, ela é uma lídima representante da caridade, mãos abençoadas; seu lema é zelar pelos cegos.

Então, certo dia, cantando uma canção religiosa, veio-lhe a inspiração trazida por Jesus de tirar o cego que dormia há tempos em uma rua da Vila Tibério, João Batista. Isso há 27 anos.
Tratou dele, solicitando a ajuda do povo maravilhoso da Vila Tibério até que chegou ao Pe. Antônio de Sousa que muito a ajudou. Nesse tempo, surgiu no Brasil uma ajuda do governo para pessoas deficientes.
Então, Natalina o ajudou a  tirar os documentos, e receber a ajuda do governo: [João foi] morar em uma pensão de D. Vera. Só que se passaram muitos anos e sua saúde foi piorando e, a cada dia, ele ficava mais fraco. Até, então que, ela o levou para sua [própria] casa e está cuidando dele. Quem quiser vê-lo e só ir na rua Monte Alverne, número 318 e ver como ele está passando.
Natalina é, pois, o verdadeiro sinônimo das mãos caridosas.

quarta-feira, agosto 28, 2013

Os Bons Ventos Também Sopram Para Lugares Errados

Tava perdido na vida.
("O meu amor me chamou/pra ver a banda passar...")

Fui dar rumo à coitada,
Os Elíseos me levaram à uma ágora antiga, abandonada.
Os Alíseos, estes, sim, com seus El Niños, com suas Katrinas,
Levaram-me ao Olimpo.
Mas, os Olímpicos pouco puderam me oracular.
Soprando, soprando, fui parar num lugar errado.
E, por ser errante, perguntaram-me se estava tudo bem.
Ao vacilo do inquisidor fugi-me.
Caí na rua.
Pulei um muro pelo avesso.
Tropecei um pouco, confesso.
Confessei também às juras de quem tinha visto, que ninguém me vira tropeçar.
E, soprando fui...
sem Dó, até RéLá, Em Si.
Construí melodia lírica com notas pagãs.
Agora, repouso minhas brisas (sou Ventania).
E que a ágora, amanhã, esteja repleta de Deuses Olímpicos, Musas Inspiradoras, Bestas Quiméricas, mitos, lendas, heróis e mercantes coadjuvantes comuns.

terça-feira, agosto 27, 2013

O Dia em que Adotei uma Pitbull por 49 minutos

                                                                                 Esse post é dedicado a todos que têm fé (e costumam se dar mal por isso) na frase "quem espera sempre alcança.

(Era uma vez, um Hermezinho que gostava muito de cachorrões...)


Eu voltava do trabalho, ou da empresa onde exercia atividade remunerada, pois estava de licença médica.
Um mendigo, na rua de casa, ele me cumprimentou baixando a cabeça:
- Bão?
- Bão.
e indagou:
- Cê mora aqui perto?
- Moro aqui perto sim, por que?
- Porque eu ia te pedir pra me arrumar alguma coisa pra comer.
Então ficou combinado que ele esperaria, sentado junto a um poste que tem em frente a um terreno baldio, enquanto eu prepararia seu jantar.
O nome dele era Abel, logo, tive de zuar com o destino fatal de seu xará bíblico.
Talvez não fora boa ideia.
Sei lá.
Foda-se.
Imagine que eu cheguei em casa e já me pus a cozinhar, freneticamente, como quem prevê o evangelho de (São) Matheus (24, 42-44)
Então, eu descongelei um salmão e preparei, em menos de dez minutos, um rango muito da hora pro Abel.
Entreguei na bandejinha de isopor, com guardanapos e atendi ao pedido de água que se procedeu, logicamente, como tinha de ter sido.
Assim como Caim, matei o Abel. (tu-dum-tchi)
Mas ela - uma possível Eva - estava ali.
Jogada na rua.
Uma Pitbull linda, com traços de vira-lata, cor de caramelo, suja de pó.
Em Ribeirão Preto o ar é filhadaputamente seco e empoeirado no inverno...
Era tanta poeira que minha mão enegrou-se ao carinhá-la.
Não foi fácil fazer isso.
Apesar de corpulenta e Pitbull, "minh"a cadela é mais medrosa que o Scooby Doo.
Até pra dar comida ela teve medo de mim.
Mas, enfim, foi vencida pelo instinto mais primitivo.
Então, a estas alturas, eu já fantasiava a casinha de madeira que construiria no terreno baldio e ladrões que se mijassem de medo ao pensar em assaltar minha casa...
De volta ao mundo real, um vizinho e sua esposa passavam pelo outro lado da calçada:
- E aí, beleza?!
- De quem que é essa cachorra?
- Dizem que é da Ramazini. "Dizem" - (com aquela ênfase de desconfiar da fonte fornecedora do fato).
Para mim, foi suficiente.
O drama estaria resolvido para a adoção de um sonho: uma ida à garagem de ônibus  de Turismo (Ramazini); uma conversa desencarregadora de consciência; uma pitbull fêmea, linda dócil, fofíssima e imponente.
Simples equação.
A esta altura, já tinha aberto e fechado mil vezes portão e porta de casa entre atender o Abel e a cachorra.
Mas, a derradeira foi a em que saí com uma tesourona de costura e uma camiseta antiga. Usei o pano das mangas para fazer algo como uma coleira.
Não foi tão difícil.
Nem fácil.
Cachorro não costuma gostar de roupa e acessórios. Principalmente pitbulls.
Tinha um labrador, possível ferte dela: o Fritz, com sua cor de creme, na casa em frente onde eu finalizei o laço (ridículo) em torno do pescoço da Pequena. Eu ia batizá-la de Pequena.
Adoro ironias.
Daí, o destino, senhor das ironias me fez correr, não andar, sim, correr, até às garagens da Ramazini Turismo.
A Pequena me acompanhou na corrida, exuberando sua musculatura pitbulesca.
Local adentrado, um tal de Antônio confirmou que a Pitbull saía mesmo - e muito - pelas ruas.
Deu pra ver, pela felicidade de todos outros cães (de médio porte, também meio marrons e vira latas, talvez um salsicha...), que lhe cheiravam o traseiro quando voltava de uma possível longa jornada aos quarteirões arredores.
- É que o portão fica aberto e ela sempre sai, mesmo. - Disse o Antônio.
Piada da noite: - Por que é que o cachorro atravessa a rua?
- Para chegar ao outro lado.
E dá-lhe abadá de inverno!

segunda-feira, agosto 19, 2013

Quem tem amigos, tem tudo

Gustavo Padovani
09:49 (6 horas atrás)
para mim
Grande mestre, 

Sei que você está passando por momentos difíceis por ai. Peço desculpas não ter te visto ontem, mas cheguei em ribs 1 e 30 da manhã e saí as 6 da matina. O voo da Ana era na madruga e não consegui fazer outra coisa a não ser dormir. 

Só queria dizer para você ter um pouco de fé, meditar e rezar, como queira. Algumas vezes, apenas precisamos de paz de espírito e foco para clarear a mente e tomar decisões para nosso bem. 

Lembre-se sempre, como bom conhecedor que é, a vida é puro teatro. Tem o diretor, que pode ser brilhante ou um mala, a opinar sobre nosso trabalho. Tem palco que é merda ou fantástico, dependendo de onde estamos. Tem ensaio que é foda, mas não sai do papel. Muitas vezes temos um roteiro de merda nas nossas mãos, mas nós somos protagonistas e podemos fazer o que bem quisermos na hora da peça. E para brilhar, pode ser com monólogo ou com ajuda de coadjuvantes, mas a decisão é inteiramente nossa. Somos atores com capacidades de nos reinventar a cada dia. 

Você é destes que veio para protagonizar. Não deixe que os holofotes apaguem e saiba que tem muita gente do seu lado para te ajudar. 

Saudades enorme e um forte abraço do seu eterno amigo. 

Te amo, cara.

segunda-feira, agosto 12, 2013

Dia dos Pais Feliz

Pai,

Já faz tempo que você foi desta para uma melhor, como se diz pior aí.
E, desde então, tenho me perdido por vários caminhos, porque sempre te procurei.
Disseram que você morreu.
Não acreditei.
Para mim, você foi e sempre será o exemplo, sempre estará brilhando essa luz que me orienta.
Hoje, quando fui levar flores para você, o lugar estava tranquilo, cheio de famílias, flores e jardins tão belos quanto era sua voz.
Hoje foi um dia tranquilo, calmo e lindo, assim como era a vida quando você me ensinava suas coisas e seus mecanismos.
Você foi meu melhor professor, então, hoje eu tenho orgulho de sê-lo também.
Você me ensinou a ser repórter e a vender ideias, mas ainda não me encontrei para dedicar meus textos, estes, dos quais você já se gabou, um dia, ao ter levado em seu trabalho para mostrar aos seus colegas.
Você sempre me inspirou, pai.
Sempre me instigou a ler. De tudo.
Então, no banheiro - lugar que você sabe que gosto, viajo - daquele salão de velório onde nos despedimos pela última vez em terra, eu me assustei ao ver o cara lindo em que tinha me transformado. "O cara mais legal do mundo", conforme prometia "O Menino Maluquinho", que, tudo bem, era da Ju, mas eu o devorei, assim como todos os livros que você me deu.
Daí eu dei oi para aquele menino de 13 anos, que se assustara com o quanto estava feio, cara inchada, olhos vermelhos de tantas lágrimas seguidas.
O homem do presente viajou no tempo para cumprimentar o menino do passado. E sorriram um ao outro.
Aquele disse a este que a vida seria magnífica. Que seria cheia de aventuras, descobertas e namoradas legais, amigos bons.
Foi então que o homem do presente sorriu ainda mais, em reflexo da sorriso puro do menino, e se enfeitou do seu próprio. Agora, já com os cabelos devidamente molhados - coisa que se fará corriqueira, pois as tuas ondas oleosas deram lugar aos cachos simpáticos da mãe, por quem você se apaixonou!
Depois disso, um cafezinho malandro, uma conversa de repórter infiltrado, umas risadas pra si mesmo e pé na estrada outra vez.
Pode deixar que eu ainda estou indo ao inglês, sim. Inclusive, agora não mais como "aluno", mas isso não significa que eu não aprenda muitas coisas novas a cada dia. Aliás, pode parar de invadir os sonhos alheios para perguntar dessas coisas sobre mim.
Ó, última coisa: tem um nora em vista. Sinceramente não sei qual de nós dois ficaria mais orgulhoso dela. Bem, voto em mim.
É isso, paizão!
Feliz domingo, ainda que tarde!
Sempre vou te buscar nessas luzes do mundo, porque você é uma das minhas quatro estrelas mais queridas e importantes.
Depois dessa vida, a gente se encontra por aí, tenho certeza.
Porque esse mundão é muito pequeno, graças a Deus!
Eu amo você com todas as forças do meu "coraçãozinho"!
Beijão,
Saudades,

Mes

quarta-feira, abril 17, 2013

Para sempre Vila Amélia

Lá vai mais uma postagem sem objetivo.

Foda-se, é meu blog

Adoro o nome "Amélia".
Vila Amélia, então, traz toda a carga necessária das origens dessa pessoa em quem me transformei hoje.

Hoje, aliás, quando eu dava a última aula da noite para os alunos da D. Pedro, resolvi usar dois videoclipes: Champagne Supernova, do Oasis e How Deep Is your Love, Bee Gees, mas, Red Hot Chilli Peppers, aquela versão em que o John Frusciante desafina durante a performance.

Eu queria iniciar uma discussão sobre "How many special people change"? Queria que meus alunos entendessem a profundidade que há numa pergunta besta que começa com "quantos", "quantas".
Quantas pessoas especiais mudam?
Quantas vidas são levadas de maneira estranha?

Quanta gente no mundo existe e, ainda por cima, está a nossa volta a nos rodear como moscas na bosta?
Tenho amigos que tinham a semente do comunismo no coração, hoje são reacionários, conservadoríssimos.

Conheço gente que adorava a língua espanhola e, que hoje, mudou de ideia, prefere o inglês dos smartfones, iPads, iPdos...

Eu não mudei muito, acho.
Moro no mesmo lugar, até.
Tenho os mesmos números de telefone.

A energia ainda é de mudança.

Flertei e quase fui vítima de estelionato internacional na oferta de um serviço para imigração.

Se for pra ser hard-worker, prefiro ganhar em dólar. Acho mais coerente.
Se é pra fazer valer a mais-valia, prefiro ser explorado em lugares mais exploradores do que me dê oportunidade de pensar o que eu estou fazendo de errado com a minha vida?

Onde estavam a razão, a religião e você naquela hora em que a gente tava ficando muito louco?

Ontem muita gente me deixou muito feliz pelas lembranças do meu 26° aniversário. A lua minguante na hora em que eu voltava pra casa, no céu da avenida do Café, também.

Se tem uma imagem legal pra ilustrar um pouco desses sentimentos, certeza que é o Cafu com aquela camisa escrito: 100% Jd Irene.
É legal estampar o nome de uma mulher no peito, principalmente quando se é o capitão da própria vida, essa barcaça que tem vários anos de experiência, nenhuma beleza aparente (dessas do mercado), coxas grossas de tanto correr e o sorriso dos sábios que experimentam o doce sabor da vitória de um modo mais especial, justamente por já ter provado do amargo das pessoas que insistem em coadjuvar seleções nacionais.
Ou eu estou errado, ou o Rogério Ceni tem cara de quem já ganhou Copa do Mundo.

Sou Vila Amélia pra sempre.

Mesmo que um dia eu more no estrangeiro e fale mil línguas.

Liberdade é ter para onde ir.
E, sempre que eu pegar um busão, vou querer que ele me deixe tão feliz com a viagem, quanto uma criança que estuda numa escola com 3 piscinas (uma semi-olímpica), playground e 7 quadras poli-esportivas. Não é  à toa, que o Sesi (298) fica num bairro chamado "Castelo Branco".