Ontem, numa festa cheia de música, numa casa cheia de gente, fiquei dividido entre abusar dos limites da diversão e da moderação. Afinal, tinha morrido Amy Winehouse e isso era um indicador de que a vida é, sim, muito curta, mas que pode ser, também e apesar disso, igualmente ou mais intensa que sua duração.
Os pensamentos se perdem e se confundem entre as coisas que os grupos de pessoas defendem.
Muitos dizem, como na música do Cazuza, "meu herois morreram de overdose...". Outros tantos dirão que "pecados" não são expurgados mesmo pela morte, nem pela fé, nem pela arte.
São pessoas que dizem gostar de coisas que não fazem.
Pessoas dizem admirar as ideologias cujas origens lhes são desconhecidas: cantam com toda empolgação "they tried to make me go to rehab. But I said: no, no, no...", mesmo sem conhecer uma clínica de recuperação. Sequer sabem o efeito alucinógeno, ou a psicose, que tanto maltrata artistas famosos e trabalhadores braçais anônimos.
Pessoas reclamam de dores que não sentem.
Por que?
Riem das alucinações alheias, não compreendem o quanto estão indo na contramão de seus próprios princípios.
Será que eu, bebendo água da torneira do tanque, era menos engraçado ou mais ridículo do que o pessoal do vinho tinto chileno no copo descartável?
Bom, cada um na sua, mas, julgando em comum.
Depois, em meio a todo aquele rock, teve um momento, quando um "bêbado" apontou o dedo na cara do "maconheiro", que por sua vez, deu graças a Deus por não ser "bicha" como um pretinho que dançava. O "cristão" parecia concordar, mas, no fundo de seu coração, eu sabia que ele rezava para Jesus livrar seu colega das drogas (e o outro do "homossexualismo").
Um amigo meu, noutro dia, em pleno parque, reclamava do preço da carne, mas ele e a esposa se recusam a experimentar uma dieta vegetariana.
Seria maldade dizer que tinham engordado um tanto nos últimos 3 anos?
Porque eu também odeio o preço da passagem do ônibus. Passei a odiar muito mais quando tive de pegá-lo, depois de ter tido a moto roubada. Onde já se viu? Essa cidade precisa de uma política decente de transporte. Transporte público, principalmente.
Tenho perdido muito tempo em boemia, a pé e em festas, bares, etc.
Tô pensando em fazer uns bicos de madrugada, juntar uma grana, comprar um carro...
2 comentários:
Esse ta mto bom tb. A galera reclama, mas cada um adora ver e julgar apenas pelo seu ponto de vista né? Abrir a cabeça ou mudar, jamais!!! Lembrei de outra do Pe B. que diz que mudar é dificil, mas que é assim que a gente cresce e da sentido a nossa missão no mundo. hehe Beijo
Nossa esse texto ficou excelente! Muito bom mesmo!
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